A empresa familiar amplifica o impacto e acelera aprendizagem e assim ganha competitividade.

Uma relevante caraterística das gerações mais novas das famílias empresárias encontra-se na sua capacidade de aprendizagem – enquanto junção de conhecimentos académicos e adquiridos na empresa familiar – e de aplicabilidade ao negócio, atual ou novos que surjam no seio da empresa ou no mercado.

Esta conjugação de interesses pode ser um fator diferenciador e vantagem competitiva das empresas familiares, assumindo-se como um incentivador para desenvolver os negócios e manter as gerações implicadas e fortemente motivadas no desenvolvimento da sociedade da família.

O estudo “Empresas familiares da próxima geração: Liderando um negócio familiar num ambiente disruptivo”, da Deloitte, confirmou estas capacidades das sociedades familiares, pois quase dois terços dos inquiridos considera que, perante disrupções, as suas empresas possuem capacidade de aprender e amplificar os seus impactos positivos; sendo que a opinião contrária foi elencada por somente 11% dos participantes no estudo.

Considerar a disrupção como um potenciador da evolução da empresa familiar, é uma via de estar em alerta contínuo e de assumir que as suas ocorrências não são uma ameaça mas uma oportunidade.

Na década de noventa, família empresária Amorim adquiriu no Douro da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, agora adquiriu a Quinta da Taboadela (exº de continuidade do artigo anterior), fundada pela família Albuquerque na região do Dão. Esta operação reforça a posição do grupo no setor vitivinícola e enoturismo, sendo que prevê atingir o break-even somente daqui a dez anos. 

Esta quinta, uma das mais antigas e mais elevadas da região, irá sofrer algumas alterações nos próximos anos a nível das vinhas e da adega, tendo por objetivo “posicionar num segmento muito alto do mercado, que em todo o mundo representa apenas 10% das vendas totais de vinhos oriundos de todos os continentes”, afirmou Luísa Amorim.

O projeto considera ainda um conjunto de oito quartos de luxo, para suporte às atividades ligadas ao enoturismo.

Este alargamento de atividade de empresas que investem no Douro é um movimento que já teve outras operações registadas e que se espera venha a posicionar o Dão como uma região distinta e de grande potencial enoturístico.

Temas para Reflexão:

  • O futuro da nossa empresa familiar passa por crescimento orgânico ou por aquisições?
  • O conhecimento que temos dos nossos negócios permitem uma aplicação a outras áreas?
  • Existem oportunidades que possamos apanhar, gerar sinergias e potenciar?

CEO da efconsulting e docente do ensino superior.
Especialista na elaboração de Protocolos Familiares, Planos de Sucessão, Órgãos de Governo, acompanhando numerosas Empresas e Famílias Empresárias.
Orador em seminários, conferências e autor de livros e centenas de artigos relacionados com Empresas Familiares.

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