A Empresa Familiar vai passar por uma disrupção de mercado a curto prazo, pelo que deve estar preparada para a enfrentar.

As alterações no mercado de atuação das empresas parecem pautar-se por duas grandes tendências: surgem em ciclos cada vez mais curtos e, muitas vezes, de forma disruptiva; ou seja, não passa por simples e contínuas evoluções mas sim por alterações muito significativas e que podem colocar em causa o atual modelo de negócio e consequente sobrevivência da organização.

O estudo “Empresas familiares da próxima geração: Liderando um negócio familiar num ambiente disruptivo”, da Deloitte, relevou que quase 50% dos inquiridos espera a ocorrência de uma disrupção no seu mercado de atuação nos próximos 3 anos! Se parece algo sensacionalista e meramente ficcional atente-se por exemplo o caso do automóvel sem condutor e o impacto que terá em negócios como:

  • Seguros: acaba o seguro do condutor? Que novos riscos cobrir? O da marca automóvel? O do programa utilizado? O da falha de comunicações?
  • Comprador: as pessoas continuarão a adquirir viaturas ou reduzirão significativamente em detrimento da utilização por necessidade? Passarão a ser somente empresas ou agrupamentos de pessoas para partilha de determinadas marcas ou modelos?
  • Oficinas: quem decidirá quando é necessário fazer manutenções? Será o proprietário a agendar a marcação ou a própria viatura atendendo um intervalo de tempo que sabe estará sem ocupação?
  • Comunicação: com quem interagir para vender os produtos ou serviços referidos? Pessoas? Programas? Plataformas de contratação online? Leilões na hora?

 

As evoluções e, em especial, as disrupções estão aí, pelo que os principais responsáveis pelas empresas familiares – acionistas e gestores – devem dedicar uma parte significativa do seu tempo a preparar as suas organizações para serem vencedoras ou prepararem-se para uma decadência ou morte súbita.

Fundada em 1944 por Vasco Teixeira, a Porto Editora dedica-se à publicação de livros e outros produtos direcionados para as áreas da Educação, sendo a maior editora portuguesa.
No início deste século adquiriu duas editoras de reconhecida qualidade na área escolar (Areal e Lisboa), consolidou a estratégia de internacionalização criando as editoras Plural em Moçambique, Angola e Timor-Leste e no desenvolvimento de edições dedicadas ao ensino de português nos países de forte implantação da diáspora portuguesa.
No final do séc. XX foi uma das primeiras editoras a posicionar-se e a liderar nas plataformas digitais:

  • Dicionário em disquete (1994) e CD (1996);
  • Infopedia: a maior base de conteúdos educativos e culturais em Língua Portuguesa;
  • Escola Virtual: plataforma de e-learning para os ensinos Básico e Secundário;
  • Pais & Alunos: portal dirigido a os encarregados de educação;
  • Wook.pt: livraria virtual
  • Manuais híbridos: conteúdos tradicionais com recursos multimédia acedíveis via telemóvel.

Os princípios que orientam a sua atividade encontram-se refletidos na Missão assumida – promover o desenvolvimento educacional, cultural e civilizacional português, através da oferta de produtos editoriais da educação à literatura, nas mais diversas plataformas físicas e digitais – e respetivos Valores – rigor, responsabilidade, proximidade, excelência e inovação, e suportam as evoluções previstas para o mercado editorial, por muito disruptivas que aparentem ser.

Temas para Reflexão:

  • O que irá mudar radicalmente no meu sector de atividade nos próximos anos?
  • Como aproveitar essa oportunidade e ganhar vantagens comparativas?
  • Desejamos continuar no negócio ou optar por outros cenários?

CEO da efconsulting e docente do ensino superior.
Especialista na elaboração de Protocolos Familiares, Planos de Sucessão, Órgãos de Governo, acompanhando numerosas Empresas e Famílias Empresárias.
Orador em seminários, conferências e autor de livros e centenas de artigos relacionados com Empresas Familiares.

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