As Empresas Familiares são socialmente responsáveis e colaboram muito com a sua envolvente mais próxima.

A sociedade empresarial justifica a sua existência enquanto consiga alcançar os fins para o qual foi constituída, sendo um dos mais óbvios o desenvolvimento de uma atividade para remunerar os seus sócios.

Uma análise restritiva deste “instrumento financeiro alternativo” não pode esquecer a enorme relevância da empresa na satisfação das necessidades dos clientes, na geração de emprego e fixação de pessoas na área geográfica de atuação, bem como das imensas partes interessadas que, de forma consentânea com as respetivas interações, também conseguem alcançar os seus próprios objetivos.

O estudo “Empresas familiares da Região Norte: Mapeamento, Retratos e Testemunhos”, de 2018, desenvolvido pela UMinho, identificou como relevante o impacto que as empresas familiares assumem no estímulo à coesão territorial e em compromissos de responsabilidade social.

A empresa para alcançar os seus objetivos pode optar por muitas alternativas que sejam amigas do seu contexto, desde que a gestão possua uma visão e práticas que sejam orientadas para um futuro sustentável. Em sentido lato, este é um dos grandes objetivos das sociedades familiares pois desejam manter o legado pelas gerações futuras.

A Cunhas Bastos foi fundada em 1984 por Guilherme da Cunha Bastos cujo desaparecimento, precoce em 1996, levou a que a esposa Conceição Ramos assumisse o enorme desafio de a liderar. 

Com larga experiência na área das infraestruturas, das instalações para energia, das comunicações, da construção civil, a empresa recebeu o Prémio “Excelência Energético-Ambiental no Alto Minho”, atribuído pela AREA Alto Minho. Este reconhecimento teve por base um projeto alargado de ações no sentido de consciencializar para os problemas ambientais, as responsabilidades sociais, a necessidade de mudar comportamentos a nível individual e coletivo na gestão dos resíduos, da água e da energia. Os principais eventos e resultados alcançados fora:

  • formação em sala sobre processo de tratamento dos resíduos e medidas para economizar água: cerca de 14 m3/ano só na redução das descargas sanitárias;
  • utilização do papel obsoleto em rascunhos e documentos internos: redução das resmas de papel consumidas por ano em cerca de 35%;
  • colocação de ecopontos: adesão à campanha do Banco Alimentar papel por alimentos;
  • estudos para a implementação de medidas de eficiência energética (lâmpadas LED): redução da fatura da eletricidade em média 330 Kwh/mês e a instalação de um sistema fotovoltaico para autoconsumo: investimento de cerca de €8.000 e um payback de menos de 5 anos.

 

Estas singelas ações refletem significativas possibilidades para se alcançar maior eficiência, reduzir custos e a pegada de carbono e assim contribuir para um mundo melhor para todos.

Temas para Reflexão:

  • Qual o impacto social que a nossa empresa têm no meio onde está inserida?
  • Podemos incrementar as nossas políticas de 3Rs (reduzir, reutilizar e reciclar)?
  • Como envolver toda a organização na redução da pegada de carbono?
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