A minha filha é a responsável financeira da nossa empresa e vai casar com um funcionário que é um bom trabalhador na área da produção. Ele deve continuar nas mesmas funções ou devo começar a prepará-lo para assumir cargos de maior responsabilidade?

A resposta mais simples e sensata passa por agendar um encontro a três (pai, filha e futuro genro), fora da empresa, onde devem falar de forma aberta do futuro contexto.

Devem focar o que cada um espera que aconteça e não aconteça, definir alguns limites e, o mais importante, criar um canal e ambiente de diálogo que permita analisar as situações em que se verão envolvidos, por esta integração familiar, e para as quais têm dúvida sobre a melhor via de as ultrapassar.

Algumas das significativas alterações terão a ver com:

  • o seu genro, ao integrar a família, passar a ter de gerir o acesso a um relacionamento distinto e a informação sobre a empresa;
  • a sua filha, ao ter o marido na empresa, a evitar a influência dos assuntos pessoais no contexto de trabalho e a dos profissionais no ambiente familiar;
  • os restantes empregados passarem a considerar o colega como alguém que agora está “do outro lado” da família proprietária e já não é “o colega de antes”;
  • finalmente o senhor, que terá de estar atento a sinais e gerir potenciais alterações que comecem a surgir e têm por génese esta alteração.

Por fim, atender a que, normalmente e num primeiro momento, é aconselhável manter tudo na mesma e ir partilhando a três e gerindo a evolução de acordo com o que vai acontecendo.

 

Nota: Este texto faz parte da coluna “Empresas Familiares – Perguntas e Respostas“, publicada no jornal “Metal” de 26 de maio de 2017

CEO da efconsulting e docente do ensino superior.
Especialista na elaboração de Protocolos Familiares, Planos de Sucessão, Órgãos de Governo, acompanhando numerosas Empresas e Famílias Empresárias.
Orador em seminários, conferências e autor de livros e centenas de artigos relacionados com Empresas Familiares.

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