A família empresária deve falar com os meios de comunicação a uma só voz, evitando dispersão e mostrando união.

Dadas as particularidades nos negócios familiares, existe um grande e crescente interesse dos meios de comunicação pelas empresas e famílias empresárias.

Quando um órgão de comunicação contacta a empresa, é comum esta ter bem definido quem será a pessoa adequada ao  relacionamento: o principal responsável (que normalmente também é da família proprietária) ou alguém em quem foi delegada essa competência.

Contudo, quando a pretensão é um contacto com a família empresária, os próprios jornalistas têm dificuldade em identificar com quem devem dialogar.

O estudo da Atrevia (Os valores e a comunicação na empresa familiar) constatou que .

Podendo parecer algo inócuo, deve-se ter presente que estes contactos acabam por ter reflexo na própria empresa ou negócio, pelo que a forma e conteúdos que sejam passados, tratados e divulgados não devem ser deixados ao acaso ou ao livre arbítrio de qualquer familiar.

Neste contexto é importante que as famílias definam e atribuam essa função a uma única pessoa e que esta seja devidamente preparada para se relacionar com os media, em especial quando os assuntos alvos de interesse sejam mais embaraçosos ou com caraterísticas menos benéficas para a família ou a empresa.

A Adão Oculista nasceu em março de 1962, pelas mãos de Adão Pinho, ao tomar de trespasse uma anterior loja de ótica. Tendo começado a trabalhar no ramo aos 12 anos, certamente nunca imaginaria que, mais de 55 anos depois, a família Pinho teria 12 casas no mesmo ramo.

Os seis filhos encontram-se ligados ao setor da ótica, que muito deve a Adão pela sua visão de união (na Associação Nacional dos Ópticos), de qualificação dos profissionais pela via da formação e conhecimento científico partilhado.

Um negócio independente, com uma história associada a uma família que vai crescendo, suscita o interesse e merece ser alvo de disseminação.

Adão Pinho foi sempre o rosto do negócio familiar, seja pela contínua presença na loja de Santa Catarina ou pelas entrevistas que concedeu a variados meios de comunicação.

Com o seu falecimento, em 2011, o rosto mais visível do grupo tem sido assegurado pela filha Paula; seja no exercício de funções na Associação, seja pela presença constante na mesma loja de Santa Catarina, onde atende com simpatia os clientes ou assume a tarefa diária de lavar os vidros das montras. Esta última improvável atividade tem origem, segundo a sua descrição – no texto publicado no livro “Meio século de dedicação ao setor da óptica em Portugal”, editado pela ANO – “O meu pai sempre achou que para trabalhar com ele tínhamos de escrever tão bem com uma esferográfica como com uma vassoura”.

 

Temas para Reflexão:

  • A nossa família está preparada para lidar com os meios de comunicação?
  • Conseguimos evitar passagem de informação contraditória ou indesejável para os media?
  • Não seria adequado identificarmos e prepararmos um interlocutor familiar privilegiado, ou único, para essa ligação com os Media?

 

Tags: , , , ,